Saturday, August 19, 2006

u_u (Sem saco pra bolar um título decente)

"Walk on, walk on
What you've got they can't deny it
Can't sell it, can't buy it
Walk on, walk on
Stay safe tonight

An I know it aches
And your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on..."

(U2 - Walk on)


Eu fico imaginando que seria bacana achar alguém que pudesse responder a todas as minhas perguntas. Alguém que tivesse a resposta para sanar todas as minhas dúvidas. Um pai, um psiquiatra, um amigo, um sábio, um padre, um mestre voodoo, sei lá. Alguém para quem eu pudesse perguntar qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, que ele teria a resposta, pura e simplesmente.

Mas daí eu me dou conta que existem perguntas que simplesmente não têm respostas. Ninguém, ninguém mesmo, tem tais respostas. E não porque não sabem, mas porque elas inexistem. O ser humano é o único ser racional capaz de ter a irracionalidade de formular questões retóricas. Nos indagamos sobre tudo. Sempre. Tentamos compreender e entender a tudo, mas não conseguimos só porque algumas coisas simplesmente não são compreensíveis. Podemos até tentar com todas as forças, perder noites de sono tentando realmente entender, compreender, assimilar... Mas não adianta. Não são compreensíveis e nem nunca vão ser.

Estamos num abismo. Não existe ponte. Não existe fundo. Não existe alguém para responder e/ou indicar caminhos. Não porque não achamos tal pessoa, mas, só porque essas respostas e caminhos é que não existem.

Estamos livres para criarmos (ou não) as nossas próprias respostas. Ou livres também para vivermos apenas com a pergunta, encarando o ponto de interrogação de frente, fútil e infantilmente, esperando alguém continue o texto. A espera de uma resposta milagrosa que, inevitavelmente, não chega. E nem vai chegar. Só o que resta afinal é encarar a realidade e o "?" tão fatídico e solitário no final de cada 'por quê' que insistimos em repetir.

É isso, no final das contas, que nos dá tamanha liberdade de fazermos e sermos o que quisermos. É essa falta de respostas que nos deixa responder - ou deixar de - como bem entendermos, que nos deixa trilhar nossos próprios caminhos. É esse mistério que nos deixa SER sem a intervenção de ninguém, sem ninguém dar palpite. Sem um pai, um psiquiatra, um amigo, um sábio, um padre, um mestre voodoo, um santo ou um deus apontar um caminho ou dizer o que devemos fazer. Porque não devemos nada. Não existe um caminho certo. Não existe uma resposta para o que devemos fazer, as opiniões certas a se ter ou que caminhos tomar. Nem viver precisamos, podemos até optar por NÃO SER. "Viver é optar" - ui, que papo mais Matrix -, temos as perguntas e ninguém tem as respostas. O que temos apenas, é um papel em branco sem linhas para escrevermos o que quisermos, como bem entendermos.

Temos o abismo clamando para ser vivido da forma como cada um quiser. Afinal, se a nossa vida tivesse algum sentido definido, estaríamos presos. Presos como um guepardo está preso ao seu instinto predador.

Porém (ah, os poréns), algumas vezes, quando o cansaço bate... Parece que seria muito mais fácil se alguém nos indicasse as respostas. "Abra a gaiola de um pássaro e ele foge. Dê liberdade a um homem, ele se encolhe num canto da sala". Mas... Algumas vezes... Parece voar... Apenas... Cansa...

Wednesday, August 02, 2006

Quando uma imagem fala mais que mil palavras...


Realmente, é impressionante a freqüência com que o Dahmer acerta nas piadas. Quando crescer quero ser igual a ele... =p

Tuesday, August 01, 2006

And so it is...

"Everyone plays the hand they're dealt
And learns to walk through life themselves
...
When people think you words are true
It's doesn't matter what you do
I sold my soul to get here
How about you?"
(Staind - How about you)

O que mata na vida, são relacionamentos mal-resolvidos. Aquele caso que não foi pra frente porque alguma das partes (Às vezes, até ambas as partes... Parece loucura, mas isso acontece mesmo) estava enrolada com outra pessoa, e que permanece enlacrada em seus pensamentos, feito uma bala soft entalada na garganta. A vida que poderia ter sido, mas não foi - como escreveu um dia, o Bandeira.

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A verdade é que sempre terminamos um relacionamento sem dizer, por não nos ocorrer no tumulto do fim, verdades essenciais. E é preciso ter uma nova chance de dizê-las.

Alguma coisa de ti sempre estará em mim... Ou muita coisa.

Não estou confessando isso só porque vamos (estamos) nos separar (já separados), como uma espécie de consolo que os ex-'namorados' dizem sem acreditar nas próprias palavras. Para mim, ao contrário, a separação seria um bom motivo pra sair sem nem falar um tchau. Fingir que nem ligo. Mas não sei mentir. Não pra ti, que sabe de mim o que às vezes quero eu não saber.

Há coisas que eram suas, em mim, e de mais ninguém...

Você conhece as minhas explosões de raiva, de tristeza, de solidão. Também presenciou bons momentos, presença essencial na maior parte destes. Esteve lá em inícios e finais, em possibilidades e perdas, em esperanças desajeitadas.

(...)

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Viver é começar de novo, e de novo, e de novo...


Toda mudança carrega em si um pouco de morte e mais um tanto de renascimento. Como o adulto de hoje, que precisou matar muitas atitudes e ilusões da infância para se tornar o que é. Como eu, que assassinei a sangue frio muitos dos mitos que carreguei comigo... Os amores que um dia se foram.

Hoje sou uma guria mais cínica e cética do que gostaria, mas acredito que dentro da dosagem necessária para sobreviver num mundo sem bote salva-vidas. Sei um pouco a respeito das engrenagens sujas que movem o teatro da vida, o bastante para acreditar que um pouco de ignorância é pressuposto fundamental para ser feliz. Mas, acima de tudo, tenho esperanças.

Sim, tenho esperanças. Não que eu seja daquelas que acreditam que basta juntarmos nossas mãos e cantar "Imagine" para mudar o mundo: meu lado cínico não resiste a fazer piadas com hippies maconheiros e/ou esquerdistas que guardam suas camisas do Che ao lado das suas calças da Diesel.

Minhas esperanças não estão atreladas a nenhum credo ou religião. Não tenho ídolos nem líderes a seguir, que pudessem me guiar em meio a alienação, ao tédio e ao torpor de um mundo devastado por guerras estúpidas, preconceitos acéfalos, desigualdade social, egos inflados e falta de amor. Não leio livros de auto-ajuda, não sigo hit parade's, não faço doações a legiões de boa vontade, não sei qual o sentido da vida e, por favor, não desejo receber arquivos em pps/ppt com mensagens edificantes sobre a humanidade. u_u

Friday, July 28, 2006

Once upon a time...

"Quero fazer você rir ou chorar ao ler uma história...Ou as duas coisas ao mesmo tempo. Em outras palavras, quero o seu coração. Se a sua intenção é aprender algo, vá para o colégio."

(Stephen King
, em uma nota sobre um de seus contos em "Tudo é eventual")


Começar... Começar é sempre tão difícil. Começo e recomeço coisas o tempo todo e ainda não me habituei a isso.

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Tenho observado um rosto diante do espelho: rugas ainda não, mas as mãos já não são as mesmas. As palavras... Menos ainda. Cicatrizes e algumas histórias pra contar. Sabe... As pessoas têm tendência a esperar que o "escritor" busque as palavras não ditas. Eu realmente não me interesso por isso. Eu quero as palavras comuns... Aquelas que são sussurradas nos corredores escuros dos apartamentos. Eu quero mandar a vergonha pro inferno. Chutar a falsa expectativa de que devemos ser revolucionários, marginais, originais. Quero abraços apertados, sorrisos sinceros e olhares de total cumplicidade. Não me importa o que pensam, acham, julgam.

Seguindo a contramão, eu busco a MINHA originalidade. Esta é a minha revolução.

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Faz algum tempo já que fechei meu último blog. E não esperava voltar com isso. Mas ultimamente tem me acontecido tanta coisa. "Change! Everything you are and everything you were" - leio isso no nick de alguém querido no MSN, e é bem isso, cara. Mudanças... E tudo muda, não? O tempo todo, o tempo todo... É só comigo, ou o tempo parece rápido demais agora que tanto já se passou, e demasiadamente lento enquanto o resto não passa?

Enfim, e foi assim, num rompante, que me dei conta que escrever... Não só escrever, mas achar que alguém possivelmente vá ler isso aqui também, fazia falta. E muita falta. Escrever sempre foi minha válvula de escape, é uma das únicas formas na qual eu realmente consigo me soltar, chorar, desabafar... Berrar bem berrado, sem me preocupar em incomodar ou preocupar quem quer que seja.

E assim estou de volta a essa vida real, tecida carinhosamente com alegrias e decepções. Sonhos e frustrações. "Viver é melhor que sonhar", dizia aquela velha canção (Eu sei, eu sei... Eu abuso de citações, fazer o quê). Mas é bom voltar, é bom estar de volta... Seja lá aonde for.